quinta-feira, 3 de junho de 2010

Mil acasos....


Uma noite quente de verão, ela estava com a porta da sacada aberta, fazia calor, mas noite estava fresca e havia uma brisa deliciosa, o céu estava lindo, estrelado e mesmo estando com a sensação de que algo bom aconteceria, ela sabia que já eram onze horas da noite e o máximo que iria acontecer era ela gostar do final do filme que tinha alugado na locadora naquela tarde. O que ela não sabia é que em uma cidade que nunca adormece, surpresas acontecem durante os 86.400 segundos de um dia, mesmo que ele esteja acabando.
Ela estava confusa, confusa em pensar no seu passado e no seu futuro incerto, ele voltaria daqui uma semana, ela estaria muito feliz, com o retorno dele, mas será que nestes 3 meses longe em um lugar novo, com pessoas novas, ele não tinha conhecido ninguém interessante, ele ainda fazia parte da vida dela, mas ela fazia da dele? Óbvio, que durante esse tempo distante eles se corresponderam por e-mail, ela disse que ia esperar por ele e ele como sempre não disse nada, esse era o seu problema, não dizer nada, era melhor não pensar nisso, ela tinha um filme que parecia bem legal, então ia assistir e desligar-se destes pensamentos, que a deixavam tão aflita. Mas filmes não prendiam sua atenção, e ela só assistiu meia hora, até que bateram na sua porta, quem bateria essa hora? O porteiro? não ele ligaria pelo inter-fone, não deixaria a portaria sozinha, ela estava de pijama, na verdade não era bem um pijama, era uma camiseta dele, ela sempre teve esse hábito de dormir com as camisetas dele e essa ele tinha deixado com ela especialmente pra isso. Mas como não havia de ser ninguém, nem nada importante ela atendeu a porta daquele jeito mesmo(...)Suas pernas tremeram, a boa secou, nenhuma palavra seria o suficiente para aquele momento, mas ela disse um "Oi", era ele, com uma mochila e uma mala, mas como assim? ele não voltaria só daqui a uma semana e mesmo que já tivesse passado esses 7 dias, ele não voltaria pra casa dela...Ele logo foi se explicando que chegou de surpresa, foi até a casa dos pais, eles não estavam em casa, então ele recorreu a ir para casa dela, mas que desculpa esfarrapada pra ir encontrar um grande amor, ele podia ter ligado para os pais, ter ido pra casa do irmão, mas claro que não, era dela que ele sentia mais saudade. Eles se abraçaram, ele entrou, sentou no sofá, contou sobre a viajem, ela perguntou se ele não gostaria de tomar um banho, enquanto ela pediria uma comidinha pra eles, ele "topou", ela ligou para um restaurante chinês, que ele amavam e ficava ali pertinho, as entregas naquele prédio eram feitas a pé. Ela nem perguntou o que ele queria, conhecia muito bem o gosto dele.
Quando ele saiu do banho, estava com uma bermuda xadrez, que ele ficava lindo e sem camisa, ela serviu a comida na mesa de centro da sala, eles sempre jantavam assim, sentados nas almofadas, só com a luz da lamparina acessa, velhos hábitos não mudam, eles conversaram, sobre tudo, até que ela foi até o quarto pegar roupa de cama pra ele dormir no sofá. Mas quando ele viu ela parada com aqueles lençóis, o seu olhar já dizia tudo, "Pra que tudo isso? eu não vou dormir com você?" Ela largou tudo no chão, eles se beijaram e o fim desta história, todos já sabemos...

Nenhum comentário:

Postar um comentário